MeninasFortesNãoChoram

“Nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.”
— Clarissa Corrêa. 

(Fonte: momentos-so-meus, via situar-te)

“Ela é assim, casca grossa e interior frágil. Oculta safadezas. Gosta de se sentir no poder, ama a segurança que tem em si mesma. Não faz o tipo que vive cheia de sorrisos pra cá e pra lá. Aonde vai, se merecer um sorriso, o terá. Seja ele sincero, sarcástico ou irônico. Se preferir fechar a cara, ela vai fechar e não falar com ninguém. Afinal, nem todos os dias ela está pra sorrisos. Não se importa nem um pouco com a opinião dos outros. Sempre há controvérsias. Pra ela, quanto mais falem, melhor. Gosta de se sentir importante, gosta daquele clima intrigado entre as pessoas. Ela fala por olhar, quem não souber acompanhar o ritmo dela, me desculpe, jamais a entenderá. Odeia mascaras. Gosta de ser ela mesma, sem disfarces. Apenas ela. Amor? Uma grande perda de tempo. Ela é livre, apaixonada pela sua liberdade, principalmente a interior. Mas acredite, ela já amou, já foi metade da laranja, já se entregou por inteira. E o pior, a pessoa errada. “Certas e erradas”. Sempre odiou definir as pessoas assim. Pessoas completam. Algumas não. E outras… apenas temporariamente. São passageiras, e a gente leva aquilo como coisa eterna, a gente complica, sofremos atoa não é mesmo? Com ela não foi diferente. O ser humano em si tem uma mania de dificultar as coisas, até pode-se dizer que sejamos masoquistas em questão a isso. Já tá no sangue. Chorar, se lamentar, se perguntar como irá viver sem tal pessoa, relembrar de tudo, se torturar até a saudade doer. Como eu disse, somos masoquistas. […] Por conta dessas pessoas que não soube cuida-la, ela tem o número gigantesco de cicatrizes em teu coração, como tatuagens. A dor é só temporário. Muitas vezes inflama, mas com o tempo, cicatriza, deixa de doer, mas a marca? É eterna. Esse jeito que parece ser - acredite, apenas parece - fácil de viver, é em resultado de tudo que ela viveu. Mas ela não culpa a vida, não culpa o teu ingênuo coração, nem se sente culpada. Costuma aprender com os obstáculos que a vida impõe. Não vive presa ao passado e a tudo que sofreu, ela supera. Ela sabe que é forte, ela acredita nisso. Tua melhor amiga é a fé. De tão fria que ela se tornou, acabou congelando teu coração. Virou um pequeno iceberg pulsador. Isso já impediu novas amizades, assim como já eternizou muitas outras. Evitou amores mal acabados, ou fins de noites assistindo filmes dramáticos chorando. Não é charme, é apenas autoproteção. Esse coração gelado já foi fogo. Queimou muita gente, e se queimou também. Até o dia que congelou. Se petrificou. Ninguém mais ouviu falar naquela menininha boba apaixonada, ninguém mais a viu. […] Ela é assim, imperfeita pra ela. Mas perfeita pra alguém. Alguém premiado. Que seja vulcão em erupção, que seja a formula pra despetrificar aquele coração trancafiado em teu peito. Que seja apenas eterno.”
Gabrielly Ritter (b-loodsucker)

(via b-loodsucker)